SEMINÁRIO NACIONAL DE DANÇA E EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO: POR UMA DANÇA ACESSÍVEL – 2016 / 4ª Edição

 

O Seminário Nacional de Dança e Educação de Pernambuco 2016 chega este ano à sua 4° edição e traz para o público (com e sem deficiência) um tema que ganha cada vez mais espaço nos debates e pesquisas artísticas: a acessibilidade. Entre os dias 30 de maio e 02 de junho, o encontro intitulado Por Uma Dança Acessível, abre uma programação com palestras com tradução em Libras, workshops, performances, coreografias e espetáculos com áudio descrição gratuitos. O seminário conta com incentivo do Prêmio Funarte Klauss Vianna 2014, apoio cultural do Paço do Frevo, Caixa Cultural Recife, SESC PE e Centro Apolo Hermilo.

O encontro propõe desenhar, ampliar e aprofundar territórios e fronteiras entre a dança, educação e a acessibilidade, unindo todos os agentes da área: estudantes, professores, bailarinos, pesquisadores, deficientes ou não.

Serão oferecidas 100 vagas por mesa de palestra, 25 vagas para workshops, além de ingressos distribuídos a partir das 17 horas. Para participar é só se inscrever no site www.acupegraupodedanca.com.br, preenchendo a ficha de inscrição (que pode ser acessada clicando aqui), confirmar sua participação no credenciamento no dia 30/5, a partir das 13 h, no teatro Hermilo Borba Filho.  Os inscritos receberão certificado equivalente as atividades que participar e entregue no ultimo dia do evento.

FICHA TÉCNICA

Coordenação geral e curador local: Paulo Henrique Ferreira (PE)
Curadoria nacional: Edu O. (BA)
Consultoria: Ana Cecília Soares (PE)
Palestrantes: Ana Cecília Soares (PE), Carolina Teixeira (RN), Lúcia Matos (BA), Estela Lapponi (SP), Flávia Cintra (SP), Andreza Nóbrega (PE), Tereza França (PE), Carla Vendramin (RS), Anderson Leão (RN) e Alexandre Amárico (RN).
Professores dos workshops: Carla Vendramin (RS), Estela Lapponi (SP) e Andreza Nóbrega (PE).
Mediadores: Ailce Moreira (PE), Duda Freyre (PE), Liana Gesteira (PE), Marcelo Sena (PE) e Paulo Henrique Ferreira (PE).
Coordenação das palestras: Silas Samarky
Coordenação dos espetáculos: Anne Costa
Coordenação dos workshops: Valéria Barros
Coordenação de transporte: Henrique Braz
Coordenação de credenciamento: Karla Cavalcanti
Coordenação técnica: Jadson Mendes

 

PALESTRAS

 

30/5

14h às 17h – Palestras sobre Políticas Públicas, Dança e Pessoas com deficiência

Mediação: Paulo Henrique Ferreira

Anderson Leão

Somos a prova de que a dança contemporânea oferece possibilidades inúmeras para

os corpos diferenciados, mergulhamos na qualidade artística e na produção de

trabalhos que proporcione dimensões de respeito no mercado cultural do Brasil.  São

10 anos abrindo caminhos importantes e fortalecendo esse nosso diferencial artístico

que rompe com as limitações de conhecimento de algumas instituições e potencializa

os festivais e circuitos, com a proposta de dialogar e ampliar esse universo.

 

Lúcia Matos

Nesta palestra será discutido o atual cenário nacional das políticas públicas culturais

para a dança, verificando a (im)potência das macropolíticas como fomento para a

produção do artista com deficiência. Em contraponto serão apresentados aspectos das

micropolíticas de artistas da dança com deficiência, por meio de dados resultantes da

pesquisa Mapeamento da Dança : diagnóstico da dança em oito capitais de cinco

regiões brasileiras, relacionados ao perfil da produção e da formação em dança.

 


 

19h30 às 20h30 – Mapeamento da Dança: diagnóstico da dança em

oito capitais de cinco regiões brasileiras.

Lúcia Matos (coordenadora nacional – PPGDança – UFBA),  Roberta Ramos

(coordenadora do Núcleo Recife – UFPE) e Adriana Gehres (pesquisadora Núcleo

Recife – UPE)

Esta palestra apresenta parte dos resultados da pesquisa Mapeamento da Dança:

diagnóstico da dança em oito capitais de cinco regiões brasileiras, realizada por meio

do Termo de Cooperação Técnica MINC/ FUNARTE e UFBA, com a coordenação

nacional de Lúcia Matos (PPGDança – UFBA) e vice-coordenação de Gisele

Nussbaumer (Pós-Cult- UFBA). Nesta 4ª edição do Seminário Nacional de Dança e

Educação de Pernambuco, será apresentado parte dos resultados nacionais e do

município de Recife, sobre o campo de formação em dança.

 


 

31/MAIO

14h às 17h – Palestras sobre Mídia e Acessibilidade.

Mediação: Duda Freyre

Flávia Cintra

No ano em que o Brasil sediará as Paralimpíadas, o alinhamento conceitual

acerca dos assuntos relacionados à deficiência é premissa para o entendimento

adequado e abordagem do tema pela mídia. Nessa direção, com bom humor e

leveza, Flávia Cintra esclarece termos que caíram em desuso ou foram

impregnados de significados pejorativos, ao mesmo tempo em que envolve o

público com histórias reais que parecem ter saído de uma obra de ficção.

O conteúdo também retrata de modo prático e ilustrativo os principais deslizes

cometidos em reportagens com temas relacionados às pessoas com deficiência e

aponta caminhos para escrever e abordar com segurança os assuntos que

possam surgir como desdobramentos deste tipo de pauta. Além disso, apresenta

recursos técnicos e tecnológicos de acessibilidade disponíveis na produção

audiovisual, relatando experiências de utilização, dicas de planejamento e

elaboração de conteúdo acessível.

 

Andreza Nóbrega

A arte é para Tod@s! O público não é uma unidade homogênea, vale considerar que

nele estarão presentes também as pessoas com deficiência, agentes consumidores de

arte, e que, por direito, devem ter acesso de forma empoderada a tais produções

culturais. Para isso, faz-se necessário transpor barreiras e promover a acessibilidade

por meio das tecnologias assistivas. A palestra apresentará alguns recursos de

acessibilidade e refletirá sobre  possíveis caminhos para uma prática acessível em

dança.

 


 

19h às 22h – Palestras sobre Dança, artistas e seus fazeres.

Mediação: Marcelo Sena

Alexandre Américo

Pensar a criação em dança na contemporaneidade não me parece uma tarefa fácil.

Somos bombardeados por informações de todos os lados e em todos os aspectos,

somos geradores de cultura e ao mesmo tempo fruto dela. Somos imagens, geramos

imagens, comemos imagens, somos processo e produto, somos obra à venda e/ou

somos à recusa aos sistemas sociais que fazem girar a contemporaneidade.

Esta fala deverá conter pistas de “meus” processos coreográficos, desde meu

encontro com a Dança Cênica ao momento no qual me percebi artista

verdadeiramente. Tratarei de minha trajetória tecendo pontes com os contextos físicos

e ideológicos dos quais faço parte e me aprofundarei na obra que será apresentada

posteriormente (Myo_Clonus), para tanto deverei dilacera-la na tentativa de mostrar os

detalhes de sua feitura, as escolhas e os abandonos necessários para sua efêmera

concretude em seus dois anos de pesquisa.

 

Estela Lapponi

Trajetos percorridos – MANIFESTO. Assumir-se Corpo Intruso.

Legitimização X Empoderamento.

O direito de existir sem ser subjugado R-E- S-I- S-T- Ê-N- C-I- A.

Fazendo seu próprio caminho, encontrando pares, criando sua própria praia.

 


 

01/JUNHO

14h às 17h – Palestras sobre Por uma dança acessível.

Mediação: Liana Gesteira

Carla Vendramin

A palestra irá abordar o trabalho que Carla vem fazendo com grupos de habilidades

mistas, trazendo o desenvolvimento de ideias e conceitos que permeiam sua

experiência, na prática artística e docente. Propõe discutir que pressupostos básicos

precisam os professores para pensarem suas aulas de forma acessível. Discute

questões que surgem a partir da necessidade de maior incentivo a formação de

bailarinos com deficiência e o trabalho com grupos mistos. Apresenta o projeto de

extensão Diversos Corpos Dançantes, a qual coordena no curso de licenciatura em

dança ESEFID – UFRGS

 

Tereza França

Dança-Corpo- Expressão – tríade do processo de criação do corpo dançante. Corpo

que sente movimentos no tempo e no espaço desenhado por linhas curvas e retas de

transgressão, revolução e transformação. Um dançar acessível capaz da criação de

pontes articuladoras de conhecimentos numa realidade dinâmica e colorida como, por

exemplo, o dançar dos blocos líricos que ornamentam as ruas com cores e

gestualidades de passistas com diferença em gênero, raça, idade, que convivem ou

não com limitações de diferentes magnitudes. Nesta palestra, compreendemos ser a

dança acessível pela alma dinâmica de uma práxis socioeducativa que tem origem nos

saberes da experiência cultural. Acessível por assegurar, para além da execução

técnica, da marcação e repetição do gesto, das exigências de espaços e instalações, a

liberdade expressiva do corpo que ao dançar consegue falar, chorar, gritar, sorrir,

amar.

 


 

02/JUNHO

14 às 17h. Palestras sobre Dança e Deficiência

Mediação: Ailce Moreira

Ana Cecília Soares

Pensar na presença da pessoa com deficiência na cena da dança e buscar ações que

tornem possível essa presença é o que nos move. Essa motivação nos faz propor,

nessa palestra “(RE)PENSANDO FAZERES EM DANÇA INCLUSIVA”, uma reflexão

sobre os fazeres em Dança Inclusiva, considerando as diferenças dos contextos

terapêutico, escolar e artístico. O que é Dança Inclusiva? Suas ações contribuem para

construção de uma “Dança Acessível”? Quem são os atores da construção dessa

dança? Muitos questionamentos, diferentes olhares, essa possibilidade de diálogo é o

que alimenta nossa dança. Vamos dialogar?

 

Carolina Teixeira

A Estética da Deficiência: o corpo def entre discursos e impossibilidades. A presente

comunicação trata de abordar os temas de investigação desenvolvidos pela

pesquisadora ao longo de sua experiência artístico/acadêmica no campo da

Deficiência. O território cênico e em especial o campo da chamada Dança

Contemporânea apresenta-se como eixo propulsor de novas configurações para o

trabalho do artista, em suas relações com temas como a exclusão e a inclusão, na

busca pela consolidação de suas contribuições estéticas para o entendimento do

fenômeno da Deficiência enquanto emergente área de conhecimento para a pesquisa

em artes cênicas.

 


WORKSHOPS

30, 31/5, 1, 2/6,  Total 15 h/a

Workshop 1 – Diversos Corpos Dançantes irá possibilitar aos participantes uma

experiência sobre a metodologia de Carla Vendramin no trabalho com grupos de

habilidades mistas (pessoas com e sem de/eficiência). Será abordado alguns temas,

como: princípios chave de comunicação e relacionamento, elementos do ambiente e

estratégias para uma prática de dança acessível;

Local: Teatro Hermilo Borba Filho

Período: 30/5 a 2/6 das 9 às 13 h

Total 15 h/a

 

Workshop 2 – Audiodescrição com Andreza Nóbrega, estudos da tradução audiovisual,

envolvendo a audiodescrição (AD) como um recurso de acessibilidade para a dança.

Elaboração de notas proêmias e reflexão sobre estratégias de mediação inclusiva.

Universo da pessoa com deficiência visual.

Local: Auditório da Caixa Cultural

Período: 31/5 a 2/6 das 8 às 13 h

Total 15 h/a

 

Workshop 3 – Danceability com Estela Lapponi. Danceability propõe a investigação do

movimento que é próprio de cada pessoa. Esta investigação se dá de maneira

particular e ao mesmo tempo coletiva, possibilitando o intercâmbio criativo e a

construção de um ambiente de confiança e de liberdade criativa a partir dos seguintes

princípios da “Escuta Cênica”: SENSAÇÃO: é a atenção no que se passa dentro e

fora do corpo, RELAÇÃO: com a pessoa ou pessoas com quem está dançando dupla,

trio, quarteto e grupo, e espaço, TEMPO: a sensação do tempo interno e externo do

corpo de cada um, as diferentes sensações do tempo e COMPOSIÇÃO: o desenho,

composição no Espaço, coreografia.

Local: Paço do Frevo

Período: 30/5 a 2/6 das 9 às 13 h

Total 15 h/a

 


ESPETÁCULOS

30 DE MAIO

18h – Espetáculo Sem Conservante (Cia. Gira Dança – RN)

No fluxo permanente de transformações entre corpo e ambiente, a cultura funciona

como um sistema aberto e de uma forma específica: os diferentes  ambientes

estimulam ou deixam de estimular o processamento paralelo do cérebro em regiões

como o córtex pré-frontal (SENNETT,2009, p. 308). E se na vida tudo se transforma,

as tradições culturais não poderiam ficar de fora desse processo, se museuficando, se

mantendo de forma intacta. Elas se transformam ao longo do tempo porque as redes

dos grandes relevos de complexidade que as tecem coexistem sem rupturas, mas em

diversos ritos de passagem que não cessam e nem estancam, ou seja, tudo está em

constante transformação, Sem Conservantes.

Direção Artística, Coreografia e pesquisa de linguagem: Ângelo Madureira e Ana

Catarina Vieira. Direção Geral e Artística: Anderson Leão. Figurino: criação coletiva e

colaborativa. Iluminação: Alisson Galdino. Elenco colaborador: Álvaro Dantas, Jânia

Santos, Marconi Araújo, Rozeane Oliveira e Wilson Macário.  Edição e gravação de

trilha sonora: Ângelo Madureira. Assistente de direção: Alexandre Américo.

Duração: 50 min

Classificação: livre

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31 DE MAIO

18h – INTENTO 3257,5  (performance+instalação com Estela Lapponi)

A performance é composta por 3 Movimentos: 1° descorporalização – Zuleika Brit, 2°

Sou um objeto de valor incalculável – Ação Dramática, 3° Utopia e fragilidade –

Instalação.

É uma performance que propõe a experiência da observação ao participante, onde o

espectador irá lidar com o tempo dessa observação, criar e recriar significados naquilo

que observa. Um momento de suspender tempo e espaço para flutuar numa

doce/áspera fragilidade. Podemos estar frágeis nos dias de hoje? Podemos ver o outro

frágil nos dias de hoje? Tem como pano de fundo a experiência de 2 anos vivendo e

estudando na Europa. Sobre ter sido criado com a ideia de colônia e se descolonizar,

em busca do encontro com essas origens e antropofagiar-se; através da criação

artística.

Duração: 50 min

Classificação: 15 anos

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01 DE JUNHO

18h – Myo_Clonus (Alexandre Américo – RN)

Myo_Clonus é um trabalho de dança que se aproxima das vertentes minimalista e

conceitual. A obra tem como mote a investigação da construção lógica/poética a partir

do impedimento à concretude da dança pelo fato do intérprete carregar um traço que é

tido, corriqueiramente, como impossibilitador do movimento dançado, a epilepsia. Em

cena, ao som distorcido da guitarra elétrica de outro performer, o intérprete explora um

modo de se mover singular à epilepsia mioclônica, na tentativa de afirmar que o

espasmódico também pode ser objeto da dança.

Concepção: Alexandre Américo. Intérpretes-criadores: Alexandre Américo. Músico:

Alexsandro Araújo. Desenho de luz: Camila Tiago. Operação de luz: Alisson Galdino.

Duração: 40 min

Classificação: livre

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02 DE JUNHO

18h – Espetáculo TIJOLOS DE ESQUECIMENTO (Acupe Grupo de Dança)

Ao caminharmos pela cidade de cabeça baixa, não conseguimos enxergar a cidade

das torres, arranha-céus. Reconhecemos apenas as galerias, a correria, o caos. Mas

ao levantarmos os olhos para outra direção – alterando assim o foco – identificamos a

liberdade que resiste entre os prédios, enxergando a cidade alta, que oprime e pensa

dominar os movimentos da cidade de baixo. A memória, as identificações, as ações-

reações, as disputas, os espaços geográficos (ruas, becos, esquinas), o afeto, o

abandono, a transgressão, as contradições, estão neste trânsito congestionado,

desordenado, pertencente ao espaço urbano. Mas é o humor (ou amor) de quem olha

a cidade que dá forma à cidade. Não bastando olhá-la para reconhecê-la: precisando

senti-la. Esta mesma cidade se subdivide em tantas outras, com compreensões que

mudam a cada instante e que dependem da direção do olhar.

Direção artística e coreografias: Paulo Henrique Ferreira. Dramaturgia e textos: Flávia

Gomes. Intérpretes criadores: Anne Costa, Henrique Braz, Jadson Mendes, Silas

Samarky e Valeria Barros. Criação e operação de vídeos: Alberto Saulo. Sonoplastia:

Rodrigo Porto Cavalcanti. Iluminação: Luciana Raposo. Consultoria de direção de Arte:

Marcondes Lima.

Duração: 45 min

Classificação: 16 anos

 

CURRÍCULO DOS PALESTRANTES

Estela Lapponi, Artista e produtora paulistana que desde 2005 desenvolve trabalhos autorais tendo como foco de investigação artística o discurso do corpo com deficiência, a prática relacional e a integração de linguagens artísticas. Desde 2009 investiga artistica e conceitualmente o termo que criou – Corpo Intruso – com que desenvolve uma série de ações performáticas através da personagem/contêiner Zuleika Brit. Idealizadora do programa SEGUNDA DA PERFORMANCE e da CASA DE ZULEIKA – espaço contemporâneo (sua residência/estúdio). Escreveu o Manifesto ANTI-INCLUSÃO em 2011.

Lúcia Matos, Doutora em Artes Cênicas (PPGAC-UFBA), é pesquisadora e docente  da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia –UFBA. Coordena o projeto de extensão Redanças: redes colaborativas em dança como ação política e é líder do Grupo de Pesquisa PROCEDA – Processos Corporeográficos e Educacionais em Dança, no qual desenvolve a pesquisa “Cartografias de micro e macropolíticas da Dança”, e coordenou nacionalmente o projeto de pesquisa “Mapeamento da dança nas capitais brasileiras” com subsídio da FUNARTE/Ministério da Cultura. Foi Diretora de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia no período de 2007 a 2009. Foi membro no Colegiado Setorial de Dança do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (2004-2009/ 2010-2012),  É autora do livro “Dança e Diferença: cartografia de múltiplos corpos” (EDUFBA, 2ª edição, 2014).

Carla Vendramin, Professora nos cursos de Licenciatura e Pós-Graduação Lato Sensu em Dança,  e coordenadora do projeto de extensão Diversos Corpos Dançantes na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre / RS. Mestre em Coreografia pela Middlesex University em Londres, Reino Unido. Graduada no Community Dance Practitioner Course pela Open University / Newham Sixth Form College, Londres, Reino Unido. Graduada em Fisioterapia pela FEEVALE, Novo Hamburgo, RS.

Carolina Teixeira é Doutora em Artes Cênicas pelo Programa de Pós- Graduação em Artes Cênicas da UFBA. A artista e pesquisadora atua há vinte anos no campo das artes, com ênfase em Dança e Performance a partir de experimentos e discussões no campo dos Estudos da Deficiência (Disability Studies),  Movimentos Sociais e políticas do movimento. É autora do livro Deficiência em Cena, publicado em 2011 pela Editora Ideia/ PB.

Andreza Nóbrega é mestre em Educação Inclusiva (UFPE), especialista em audiodescrição (UFJF) e graduada em Artes Cênicas. Atualmente é gestora da VouVer Acessibilidade, tendo  coordenado ações importantes  envolvendo os recursos de audiodescrição, Libras, legendas em filmes, espetáculos de teatro, dança, circo, ópera, livros eventos corporativos em Pernambuco e em outros estados.  É idealizadora e organizadora do Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco, Cineclube VouVer Filmes e o Cine Às Escuras- Mostra Erótica de Cinema Acessível.

Fátima Daltro Profa. Escola de Dança(UFBA), com Doutorado em Comunicação e Semiótica(PUC-SP),Pós-doutoramento School of Media and Performing ArtsMiddlesex Universit e Univerdidade de Barcelona, Líder do Grupo de Pesquisa Poética da Diferença e coreografa/intérprete do Grupo X de Improvisação em dança.

Ana Cecília Soares é Advogada, especialista em Direitos Humanos, professora de dança, coreógrafa, pesquisadora em Dança Inclusiva, Mestra em Dança pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, professora da Pós-Graduação em Dança da CENSUPEG núcleo Recife, professora do Bacharelado em Educação Física da Faculdade Osman Lins-FACOL da cidade de Vitória de Santo Antão/PE, professora de dança da Associação de Pais e Amigos da Pessoa com Síndrome de Down- ASDAP.

Tereza França, professora adjunta na UFPE. Mestre em Educação Física. Doutora em Educação. Pós-Doutoranda pela UMinho–Portugal. Pesquisadora em lazer, corpo, dança, formação e prática docente. Orientadora na Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, na Pós-Graduação em Educação da Universidade da Madeira-Portugal e na Pós-Graduação Educação Física Escolar-UFPE. Coordenadora do Laboratório de Pesquisa NIEL-UFPE, do PIBID-UFPE e do Programa Vida Saudável-Ministério do Esporte. Membro do Conselho Estadual de Cultura Afro-Brasileira.

Flávia Cintra é Jornalista, paulistana, ativista dos movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, atuou em diversas ONGs e fez parte da comitiva brasileira que representou o país na ONU durantes as reuniões internacionais para elaboração da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelas Nações Unidas em 2007 e em vigor no Brasil desde 2009.
Em 2009 foi consultora de Manoel Carlos, autor da novela “Viver a Vida”, que teve a personagem Luciana, interpretada por Aline Moraes inspirada em sua história de vida.
Desde 2010, é repórter do programa Fantástico da TV Globo.
É uma das autoras do livro “Maria de Rodas – Delícias e Desafios na Maternidade de Mulheres Cadeirantes”, publicado em 2011.
Desde 2012 é sócia-diretora da Equiparar, empresa que trabalha pela inclusão social das pessoas com deficiência